terça-feira, 13 de julho de 2010

Os obstáculos somos nós que criamos

A Marineide (amiga querida que, além de se chamar na verdade Mariana, é minha ex-professora de yoga e dona do blog algosobreyoga.blogspot.com) veio passar o último feriado conosco (até que enfim!). Na sexta à noite fizemos uma baladinha pretensamente roqueira, nos divertimos muito e voltamos pra casa por volta de 3 e meia da madrugada! Isso é a coisa mais rara pra mim (confesso que sou mais diurna, apesar de adorar a noite. É, é um pouco contraditório). Pois bem. Mari e eu tínhamos combinado de andar na manhã de sábado e praticar um pouco de asanas. O que não estava nos nossos planos era chegar meio-dia no parque... Estava um dia lindo, ensolarado, porém desértico (como tem sido há tempos). Nós duas, POUQUÍSSIMO tolerantes ao calor, estendemos nossos tapetinhos na grama e praticamos sob o sol a pino (temperatura média: 32 graus). Além do sol escaldante, havia outros "impedimentos" ou elementos que poderiam dificultar nossa prática: pessoas em volta jogando futebol e eu, ainda por cima recém-operada, tinha acabado de tirar os pontos (da boca) e sabia que nem todas posturas eu podia fazer. Mas a nossa prática foi incrivelmente fluida, porém forte. Não combinamos a sequência de asanas. Eles iam surgindo naturalmente. Tagarelamos um pouco durante a prática (o que poderia "quebrar" o clima) e até fizemos umas fotos. Realizamos permanências longas de flexões e torções. Ok. Já pratiquei longas permanências de flexões e torções em situações mais confortáveis (ou melhor, sem aquela bola de fogo no céu esturricando os miolos). A questão é que a prática foi altamente refrescante, confortável, "sem tranco". Rigidez zero (mas, repito, fizemos uma prática forte de posturas). Só depois de sairmos do parque é que fomos nos dando conta de como a prática tinha sido especial. Lembramos, claro, do fato de as flexões e torções terem efeito refrescante e percebemos que estávamos totalmente entregues a elas. Ou seja, aparentemente tudo estava indo contra, mas o que a gente fez foi escolher posturas adequadas para a situação e estar presentes no momento presente. Esse foi o nosso infalível veneno antidesconforto...
As torções: à esquerda, eu em Marichyasana; à direita, Marineide (de onde surgem os apelidos, hein?) permanece em Ardha Matsyendrasana
                                                                

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Seja firme e suave

"Embora só se possa avaliar um asana (postura) objetivamente vendo-o de fora, é dentro que ele se sustenta. Ao atingir a postura final, deve-se aprender a soltar o esforço e o retesamento dos músculos e transferir a carga para os ligamentos e as articulações, de modo que mantenham a estabilidade do asana sem que nem mesmo a respiração faça o corpo oscilar. Enquanto sustenta o alongamento, concentre-se não em segurar-se, mas em relaxar e abrir-se." ("Luz na Vida", B.K.S. Iyengar)



Na foto, o sr. Iyengar (de short vermelho) ensinando Virabhadrasana I (Postura do Guerreiro I)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Prasarita Padottanasana

Prasarita=expandido, estendido, aberto
Pada=pé
tan=esticar, estender
asana=postura
Nesta postura, as pernas são intensamente estiradas, proporcionando bom desenvolvimento do tendão do joelho e do músculo abdutor. A prática regular de Prasarita Padottanasana tem efeito antidepressivo e calmante, já que ela facilita o fluxo de sangue para o tronco e a cabeça; energiza o coração e os pulmões; reduz a pressão sanguínea, tonifica órgãos abdominais, facilita a digestão e refresca o corpo e o cérebro. É possível colocar um almofadão ou bloco embaixo da cabeça, caso o praticante não chegue com o topo dela no chão. Importante: não pressione a cabeça nem o pescoço enquanto estiver nesta postura. Procure equilibrar o peso entre as mãos e os pés, e manter as orelhas afastadas dos ombros.
Segundo B.K.S. Iyengar, não é recomendável ficar mais que 1 minuto nesta postura, especialmente se o praticante for iniciante. Se o praticante tem pressão baixa, deve voltar da postura devagar e gradualmente para evitar tontura.
Fontes: "A Luz da Ioga", B.K.S.Iyengar, Cultrix
"Yoga - The Path to Holistic Health", B.K.S.Iyengar, DK

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Atitude yogue

"Não é com os olhos pregados no mundo exterior, com todos os sentidos abertos e atentos aos fenômenos sensíveis que há de o espírito humano conhecer a sua própria natureza."
                                                                                               Padre Antônio Vieira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Invista em Ustrasana

Ustrasana (Postura do Camelo)

Não foi amor à primeira vista...Quando comecei a praticar yoga e tinha de fazer Ustrasana na aula (Postura do Camelo) não gostava nada nada. Sentia muita aflição e às vezes até doía um pouco a cabeça. Permanecia na postura pensando "Por favor, acaba logo, preciso sair daqui!" Depois me sentia bem, mas a permanência era sofrida. Com o tempo fui aumentando o tempo dessa permanência e ainda assim me sentia aflita, mas depois me sentia muito feliz. Faz pouco tempo que a permanência nessa postura me deixa feliz. E ficar nela de 20 a 30 segundos quando estou muito cansada devolve a energia quase que no ato! Esse é um dos benefícios desta e de outras retroflexões (ou flexões para trás). Além de desopilar o fígado, é energética, fortalece os músculos das costas e aumenta a capacidade dos pulmões. Depois de longa permanência nela, não é difícil a gente sair dando risada.
Portanto, quando estiver na sua aula de yoga, antes de torcer o nariz para a Postura do Camelo, pense em permanecer nela mantendo a respiração contínua e a atenção no centro do seu coração. Garanto que insistir nela vale a pena!
Contraindicações: não pratique esta postura se estiver com enxaqueca, dor de cabeça por tensão, se sofrer de pressão nos olhos, artrite reumatoide, osteoartrite dos joelhos, diarreia, constipação ou se tiver propensão a insônia. Mulheres no período menstrual também não devem fazer Ustrasana.
PS: não faça a postura caso nunca tenha praticado yoga.
      Os benefícios de todas a posturas se referem a uma prática regular e permanências mais longas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Uttanasana


Geralmente, quando escrevo aqui sobre alguma postura de yoga é porque ela está na ordem do dia pra mim. Ou porque estou praticando mais ela durante a semana, ou porque estou precisando mais dos efeitos dela, ou ainda porque estou com dificuldade em relação a ela. Tenho pensado muito em Uttanasana, talvez porque tenha ficado duas semanas sem conseguir permanecer muito nela por causa de um machucado no cóccix...
"Esta asana [postura] cura dores de estômago e tonifica o fígado, o pâncreas e os rins. Além disso, alivia as cólicas nos períodos menstruais. O batimento cardíaco é retardado e os nervos da coluna são rejuvenescidos. Toda depressão é removida se se mantiver na posição por 2 minutos ou mais. A postura é muito benéfica para pessoas que se excitam com facilidade, já que acalma o cérebro. Depois de terminar a asana, a pessoa sente-se calma e fria, os olhos começam a brilhar e a mente se sente em paz." ("A Luz da Ioga", B.K.S. Iyengar)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aqui se guarda aqui se encontra


"O verdadeiro heroísmo está em conquistar sua própria natureza."

Não lembro onde li esse ditado hindu, mas lembro que guardei na cabeça...