sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Firmeza e flexibilidade

"Toxinas físicas e mentais criam enrijecimento e tensão. Qualquer coisa que pode enrijecer-nos pode também quebrar-nos. Entretanto, se nos mantivermos flexíveis jamais quebraremos.
Isso me faz lembrar a conversa entre uma pequena erva e uma grande árvore. Ambas cresceram à margem da correnteza de um rio na selva. Um dia a árvore olhou para a erva que estava lá embaixo e disse: 'Hei, criaturinha insignificante, por que você fica perto de mim? Não tem vergonha de estar a meu lado? Vê como sou frondosa, grande e alta? Mas olhe só você. Ah! Você não deveria ter vindo aqui. As pessoas notarão a diferença e rirão de você. Por que não se muda para algum outro lugar?'
A erva inclinou a cabeça. 'Senhora', disse, 'que posso fazer? Não vim para cá de propósito. Estou aqui por mero acaso. Sei que não sou tão forte e rija quanto a senhora. Mas, por favor, perdoe minha presença.'
'Está bem', disse com voz rouca a árvore, 'mas não esqueça seu lugar!'
Essa conversa aconteceu durante a estação de chuvas. Exatamente no dia seguinte caiu uma chuva pesada, inundando a floresta e causando uma enchente terrível. Nas enchentes, as margens do rio sofrem erosão e arrastam qualquer coisa que está em seu caminho. Com tal força vieram as águas, que arrastaram imediatamente a grande árvore. Mas a erva dobrou-se, achatou-se completamente e deixou que as águas passassem sobre ela. Quando terminou a enchente, ela ergueu-se outra vez. Olhando para um lado e outro, admirou-se: 'Que aconteceu com a grande árvore?Não a estou vendo.'
De longe, ela ouviu a árvore replicar: 'Estou sendo levada pelas águas. Eu deveria ter sido humilde, simples e flexível como você. Agora vou ser destruída.'
O que necessitamos é da resistência do aço, mas com a sua flexibilidade - não como o ferro bruto, que é muito forte e duro, porém quebra."  ("Os Sutras do Yoga de Patanjali - Tradução e Comentários por Sri Swami Satchidananda)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Luís de Camões


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.



Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.




O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.




E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Você pode empurrar um piano por três lances de escada, mas não pode forçar a febril mente humana a se aquietar. A única coisa que você pode fazer é exercitá-la para estar vigilante a tudo que perturbe seu equilíbrio."  (B.K.S. Iyengar)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Estudos sobre Fisiologia e Biomecânica Aplicada ao Yoga



Para professores de yoga e terapeutas corporais que queiram aprofundar seus conhecimentos, o professor Leonardo dos Santos oferece a partir de 13 de agosto um curso dividido em 9 módulos que vai abordar asanas (posturas), pranaiamas (técnicas respiratórias) e demais técnicas do Hatha Yoga com enfoque em anatomia e fisiologia. A boa notícia para alguns e má para outros: os estudos acontecerão em Porto Alegre (RS). Informações detalhadas em http://leosantosyoga.wordpress.com/category/curso/.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Coluna lombar feliz

Uma aluna que pratica corrida me disse que quando acaba o treino sente que a região da lombar está "acabada"! (palavras dela!). Então, ela me pediu dicas de posturas de yoga para aliviar essa porção da coluna depois de correr. Escolhi três num cardápio de muitas. Esta sequência vale não só para corredores, mas para colunas lombares magoadas em geral:

Urdhva Prasarita Padasana (Alongamento da Perna com o Rosto para Cima): com as nádegas na parede (ou o mais próximas possível), alongue os ossos das mesmas em direção à parede e pressione as coxas contra a parede enquanto alonga os braços acima da cabeça. Fique de 30 a 60 segundos na postura e depois relaxe. Atenção: mulheres no período menstrual não façam esta postura! (o ângulo em que foi tirada esta foto dá a impressão de que o braço direito está mais longo que o esquerdo, mas é pura ilusão! As mãos estão alinhadas).


Eka Pada Supta Pavanmuktasana: mantenha firme a coxa que está esticada e o pé pressionando a parede. Traga o joelho que está flexionado o mais próximo possível do peito. Faça com a outra perna. Permaneça de 30 a 60 segundos de cada lado.


Adho Mukha Svanasana (Postura do Cachorro Olhando para Baixo): esta é um curinga para os corredores. Os calcanhares na parede criam uma alavanca que é interessante pois proporciona maior elevação das coxas. Permaneça na postura durante 30 segundos a 1 minuto.
Fotos: Carla Secaf